
No mês passado, o mercado de criptomoedas apresentou alta volatilidade, especialmente para o Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda, que registrou a primeira perda mensal desde dezembro, caindo de R$150 mil para R$130 mil. Mesmo que tenha recuperado o patamar perdido nos últimos dias com o acordo para ampliar o teto da dívida nos EUA, voltando a ser negociado na faixa de R$140 mil, encerrou maio no vermelho. Segundo dados do CoinMarketCap, nos últimos 30 dias, a moeda digital teve uma queda de 4,2%.
Seria possível encontrar deixas para queda do Bitcoin nas incertezas no campo macroeconômico, principalmente relacionadas à política monetária dos Estados Unidos e seu ciclo de alta dos juros. Já que a presidente do Federal Reserve (Fed), Loretta Mester, afirmou em 30 de maio que não vê uma “razão convincente” para interromper os aumentos das taxas de juros. No entanto, todas as moedas têm dois lados.
A maior rentabilidade dos últimos 10 anos
A Hashdex, gestora global de criptoativos, realizou um estudo sobre as classes de ativos que mais se valorizaram na última década. O BTC liderou a lista com um crescimento de 7.880% no período, enquanto o S&P 500 ficou em segundo lugar, com uma valorização de 381,5%.
O histórico do ciclo de preços do Bitcoin também reforça a tese de investimentos de longo prazo em criptomoedas. A tecnologia por trás das criptomoedas, especialmente o Bitcoin e o Ethereum, tem o potencial de transformar o cenário financeiro global. A valorização desses ativos é apenas um reflexo natural dessa evolução do mercado, como destacou Samir Kerbage, CIO Global da Hashdex.
Pizza Day: um marco para as criptomoedas
No dia 22 de maio de 2010, o programador Laszlo Hanyecz comprou duas pizzas por 10 mil Bitcoins, quando a criptomoeda valia quase nada. Essa transação marcou um avanço significativo, pois foi a primeira vez que o Bitcoin foi usado como moeda em uma transação do mundo real, demonstrando sua capacidade funcional.
Desde então, o avanço das criptomoedas nunca parou. O recente colapso da indústria bancária e as discussões sobre o teto da dívida dos EUA têm reforçado a teoria de que as criptomoedas podem ser uma reserva de valor. Além disso, o lançamento da rede BRC-20 chamou a atenção do mercado e trouxe inúmeros tokens potenciais BRC-20, como ORDI, NALS, VMPX, MAJO e OBI. No Brasil, espera-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assine um decreto regulamentando as leis das criptomoedas durante um evento da ABCripto na primeira semana de junho, o que representa um avanço importante no cenário cripto nacional.
A temporada das memecoins
Em maio, um fenômeno importante a ser observado é o surgimento das memecoins, enquanto muitas outras criptomoedas apresentavam perdas. A moeda PEPE teve um aumento expressivo de 350% no início do mês, tornando-se a 52ª maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado. A memecoin ganhou quase 4000% no total desde seu lançamento e abriu a próspera temporada de memecoins.
Outras memecoins surgiram rapidamente, tais como PSYOP, SIMPSON e TURBO, proporcionando lucros significativos para muitos investidores em apenas um mês. O apoio de Elon Musk impulsionou ainda mais o crescimento de moedas como LADYS, MEMEME e BOB. Porém, é importante lembrar que a maioria das memecoins não possui um planejamento de longo prazo ou um whitepaper substancial, sendo principalmente focadas em entretenimento. Portanto, é necessário realizar sua própria pesquisa (DYOR) e investir com cautela.
Em resumo, o mercado de criptomoedas está sempre repleto de desafios e oportunidades. Aqueles que são capazes de identificar oportunidades em meio à volatilidade parecem ter maiores chances de obter sucesso. Por isso, é hora de explorar as oportunidades potenciais e estar preparado para as mudanças do mercado.
fonte: NovaDAX