A gigante das buscas cometeu dois equívocos no Brasil que chamaram a atenção: a informação equivocada sobre a cotação do dólar e um alerta de terremoto enviado de forma equivocada para usuários brasileiros.
- Cotação do Dólar: o sistema apresentou um valor de R$ 6,38, enquanto o fechamento oficial estava em R$ 6,15. A situação gerou grande confusão entre investidores, jornalistas e usuários comuns, que usam essa informação.
- Alerta de Terremoto: o sistema de alertas do Android, projetado para notificar usuários em regiões de risco, enviou uma mensagem equivocada que alarmou milhões de pessoas. O erro causou um misto de pânico e descrédito.
Essas falhas levantaram uma questão importante: o que está acontecendo com o Google? As respostas dos especialistas são as mais variadas, mas algumas delas podem fazer mais sentido:
- Automação: sistemas automatizados baseados em IA e machine learning são incrivelmente poderosos, mas também vulneráveis a erros de dados de entrada ou interpretações equivocadas. Se a informação chega ruim, ela sai ruim.
- Falta de validação: a pressão por respostas rápidas pode estar comprometendo os processos de revisão humana, ainda necessárias nessa fase da IA, deixando as decisões críticas nas mãos de algoritmos.
- Corte de custos e foco em eficiência: à medida que a automação baseada em IA avança, as big techs remanejam ou cortam funcionários que antes faziam tarefas menos automatizadas. Essa pode ser uma das causas.
Obviamente casos como esses colocam pressão no Google, que até pouco tempo era conhecido como o “lugar da verdade” para se buscar informações confiáveis como, por exemplo, o preço do dólar.
Além do impacto de reputação, casos como esse abrem espaço para que os usuários testes serviços concorrentes. Até pouco tempo, não havia alternativa ao Google. Agora, existem algumas outras opções.