
Desde os primórdios da computação, as mulheres têm desempenhado papéis fundamentais na criação e no avanço da tecnologia. Ada Lovelace, considerada a primeira programadora da história, é um exemplo inspirador desse legado. No entanto, apesar dos progressos alcançados ao longo dos anos, o mercado de Tecnologia da Informação ainda enfrenta desafios significativos em termos de igualdade de gênero.
E embora as mulheres estejam cada vez mais presentes em áreas como desenvolvimento de software, análise de dados, segurança cibernética e gerenciamento de projetos de TI, a disparidade de gênero persiste em várias frentes. Dados do último levantamento do estudo Diagnóstico Comportamental dos Profissionais de TI, realizado pelo IT Forum – principal ecossistema de tecnologia do País -, revelam que as mulheres continuam sub-representadas em cargos de liderança e recebem salários bem menores em comparação aos seus colegas do sexo masculino, ainda que possuam habilidades e experiências similares.
A pesquisa, que traça o perfil dos executivos de TI junto a lideranças ativas de tecnologia das empresas de diferentes setores da economia, ouviu 464 profissionais da área, entre C-Levels, diretores, CTOs e CEOs, e aponta que, entre os respondentes, apenas 12% são mulheres.
Os dados também mostram que entre o público masculino, as maiores faixas salariais sobrepõem a média das mulheres nas empresas. Enquanto 11% dos homens afirmaram receber entre R$ 30 a R$ 50 mil, apenas 4% das entrevistadas declararam estar na mesma faixa salarial.
Essa desigualdade de gênero na área pode ser atribuída a uma série de fatores, incluindo viés inconscientes nos processos de contratação, falta de apoio e de oportunidades para o desenvolvimento profissional, além de uma cultura corporativa que muitas vezes não é inclusiva o suficiente para mulheres, de acordo com Bruna Bomfim, gerente de Estudos, Pesquisas e Inteligência do IT Forum.
“É crucial reconhecer o valor da diversidade de gênero no setor de TI. Outros estudos já apontam que equipes diversas tendem a ser mais inovadoras, criativas e eficazes na resolução de problemas complexos. Portanto, ao promover uma cultura empresarial que valorize e apoie ativamente a participação das mulheres, as empresas não apenas contribuem para a equidade de gênero, mas também se posicionam para alcançar um maior sucesso no mercado”, pondera.
Políticas de recrutamento e promoção mais inclusivas, estabelecimento de programas de mentoria e desenvolvimento de liderança voltados especificamente para mulheres, e a criação de espaços seguros para discussão e conscientização sobre questões de gênero são algumas iniciativas que podem ajudar a combater a desigualdade no mercado.
Ainda de acordo com o estudo, 39% das entrevistadas acreditam que trabalhar em uma empresa que promova a diversidade é imprescindível. Já para os homens, o mesmo medidor cai para 18%.
“Isso deixa claro a segurança que um ambiente inclusivo impõe sobre as profissionais do setor. E ao enfrentar essa barreira, estamos não apenas promovendo a justiça e a igualdade, mas também impulsionando a inovação e o progresso em toda a indústria”, afirma Bruna.
Sobre o IT Forum
O IT Forum é o principal ecossistema de tecnologia do Brasil e tem como missão conectar todo o setor de TI no País por meio de conteúdo, relacionamento e negócios.
Hoje, o site IT Forum é a maior plataforma de notícias com foco em tecnologia para o público B2B, com mais de 6 milhões de leitores. O ecossistema engloba ainda dois eventos líderes no mercado: o “IT Forum Trancoso” e o “IT Forum Praia do Forte”, que reúnem os principais CIOs das mil maiores empresas do País e CEOs da indústria de tecnologia.
Líder em pesquisas no segmento de TI, o IT Forum elabora o mais importante estudo do mercado, o “Antes da TI, a Estratégia”. E conta ainda com as premiações “As 100+ Inovadoras no Uso de TI” e o “Executivo de TI do Ano”, além de dezenas de séries e podcasts, como o IT Forum Líderes.
fonte: casa.9