Moraes atropelou PGR para tentar prender Allan dos Santos, diz advogado

Moraes atropelou PGR para tentar prender Allan dos Santos, diz advogado

                   Defesa do jornalista refugiado nos EUA considera que pedido de extradição “não vai para frente”

Ao Diário do Poder, o advogado do jornalista Allan dos Santos, Renor Oliver, falou sobre a situação do cliente que, dos Estados Unidos, resiste a tentativas de extradição que estariam sendo solicitadas pelo governo brasileiro à nação norte-americana.

Acusado de formar quadrilha para cometimento de crimes contra a honra, o jornalista teve prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, sem que o Ministério Público o denunciasse. Até agora a defesa de Allan sequer teve acesso aos autos do processo, segundo a declaração dada ao DP.

Continuamos sem saber o que tem de prova. A própria decisão do ministro Alexandre de Moraes fala que o Ministério Público foi contra [a prisão]. A PGR viu que não tinha indícios de crime. Mesmo assim, Alexandre de Moraes atropelou o parecer da PGR para decretar prisão, extradição e a inclusão dele na lista vermelha da Interpol”, detalhou Oliver.

Para o advogado, os inquéritos que citam condutas de Allan (inquérito das fake news, atos antidemocráticos e milícias digitais) tratam de conceitos indefinidos. “Esses crimes não existem na legislação. São conceitos criados para tocar esse tipo de perseguição”.

Oliver afirma que o direito a ampla defesa do jornalista está sendo cerceado e acrescenta: “pegue uma decisão de prisão preventiva de qualquer juiz e veja como ele trabalha os fatos para fundamentar aquela decisão, apontando materialidade e autoria. No caso do Allan não há qualquer fato que configure conduta criminosa”.

Ao ser questionado sobre um possível impasse entre Brasil e Estados Unidos acerca da extradição do criador do portal Terça Livre, o jurista considera que “os Estados Unidos certamente cobraram do Brasil: mostra aí os crimes. E eles [governo brasileiro] não responderam porque não há prova de crime. Não vai para frente uma extradição como essa”. 

A respeito dos boatos sobre a ‘ressuscitação’ do Terça Livre, Oliver destacou: “Ele [Allan] é jornalista, ele tem que sobreviver. Se ele não continuar trabalhando de lá,  não pode se sustentar e sustentar a família. Ele tem uma situação especial, uma filha doente,  que faz tratamento caro. Se ele não trabalhar, ele não apenas passa fome, mas a menina pode morrer. Estou sendo sincero. A situação é grave”, salientou.

fonte: Notícias Sem Máscara

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