As crises pelas quais o ser humano vem passando são grandes, como nos mostra as crises sociais, econômicas e de saúde dos tempos mais próximos.
O voluntariado, estudado há muito tempo, mas ainda subestimado e desvalorizado, vem fazendo a diferença notável pelo mundo. Acaba de ser publicado o informe 2022 sobre o voluntariado no mundo, preparado pelos Voluntários das Nações Unidas e pelo PNUD e vou trazer alguns dos dados que ele apresenta.
Um estudo muito rigoroso realizado pela universidade John Hopkins, mostra parte desta força poderosa que é o voluntariado. Se todos os voluntários fossem agrupados em um país, seria a oitava maior economia mundial pelo que geram de bens e serviços sociais, e com altos índices de crescimento.
Estima-se que 15% (quinze por cento) das pessoas maiores de 15 anos fazem trabalho voluntário no mundo, aproximadamente 862 milhões de pessoas, um exército (aproximadamente 4 x o tamanho do Brasil) comprometidos com a solidariedade e a doação de tempo.
Existem grandes organizações pelo mundo que se utilizam do trabalho voluntário, mas existem milhares de pequenas organizações nas menores localidades que também precisam desta força de trabalho.
E há expectativas por novas atribuições para estes personagens, além de todas já conhecidas, como por exemplo:
- Poder constituir-se em uma instância eficiente de controle das políticas públicas e da erradicação da “praga” que é a corrupção;
- Será crucial no apoio e na prevenção dos desastres naturais, cada vez mais comuns e mais violentos;
- Um facilitador da participação do cidadão na gestão pública;
- Ajuda a defender e aprofundar a democracia;
- Ser um catalisador de inovações sociais;
- Criar pontes entre a sociedade civil e o estado, entre muitos outros.
Em 2023 a força do voluntariado será novamente demandada e certamente você poderá ser um desses personagens importantes, para o desenvolvimento delas.