
O vídeo que viralizou nas redes sociais e grupos, com dois policiais civis atirando à toa na Rua João Bigossi (antiga Rua da Marinha), resultou em punição e ações na corregedoria da polícia.
A Polícia Civil informou em sua versão, que na noite do sábado (03/09), dois policiais civis de folga receberam uma denúncia sobre elementos armados em uma região de intenso tráfico de drogas, conhecida como ‘Buraco Quente’, no bairro Itapebussu, em Guarapari/ES.
Os policiais se dirigiram até o local, onde se depararam com os suspeitos. Houve troca de tiros e dois deles, de 16 e 22 anos, foram detidos. O adolescente foi atingido na perna direita, estando, até este momento, hospitalizado. Foi apreendida uma bolsa, encontrada entre os suspeitos, contendo 67 pinos de cocaína, 55 pedras de crack e R$ 515,25.
Durante a ação, os policiais abordaram um veículo que passava pela via, e o capô do carro foi atingido por disparo de arma de fogo. Nenhum passageiro que estava no veículo ficou ferido. Foi realizada a perícia e posteriormente o veículo foi restituído ao dono.
Em depoimento, o suspeito de 22 anos confessou que estava atuando como olheiro do tráfico de drogas e afirmou que as drogas pertenciam ao adolescente, e que ele estaria no local para comprar a droga do adolescente. Ele foi autuado em flagrante por colaborar como informante do tráfico de drogas e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.
O adolescente de 16 anos responderá por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas, e foi reintegrado à família após o familiar assumir o compromisso de comparecer ao Ministério Público, quando solicitado.
Em razão dos policiais civis apresentarem alteração psicomotoras, odor etílico e falas desconexas, a Corregedoria da Polícia Civil foi acionada.
O policial civil que efetuou os disparos foi autuado em flagrante por disparo de arma de fogo majorado. Por se tratar de um agente de segurança pública, não cabe fiança na esfera policial. Ele foi encaminhado ao Alfa 10 (presídio de policiais).
O segundo policial civil foi ouvido e liberado após a autoridade policial entender que não havia elementos suficientes para lavrar auto de prisão em flagrante naquele momento.
As carteiras funcionais e as armas dos policiais civis foram apreendidas. O procedimento criminal foi encaminhado na integralidade à Corregedoria da Polícia Civil para as demais diligências que o requer. Foi instaurada uma Investigação Sumária na Corregedoria da corporação para analisar o caso no âmbito administrativo.
Confira o vídeo oficial da SESP sobre o caso, enviado ao Direto Notícias: